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sexta-feira, 8 de abril de 2011

AMIZADE VIRTUAL


REFLEXÃO SOBRE O FACEBOOK
Naqueles dias em que a gente acorda com saudades dos bons tempos, dos anos dourados que ficaram para trás, o Facebook nos consola. É uma Arca do Tempo que consegue nos reunir simultaneamente, emocionalmente, no universo virtual. Os “reencontros” transformam-se numa convivência diária (ou quase) que raramente acontecia quando éramos amigos e nos encontrávamos no mundo real. Em qualquer lugar do planeta postamos textos, imagens, sons que evocam nossa necessidade de companhia. Solidão é bom para tema de blues ou para nos reencontrarmos com nós mesmos, mas a convivência amistosa, fraternal e até discordante faz bem à nossa alma e ao nosso coração. O Budismo insiste na Compaixão, como que para reforçar o apelo do Amor Infinito que nos une à tudo e à todos. Nossa sociedade tornou difícil dizer eu te amo” mas o Facebook facilita isso. É inspiradora a quantidade de posts carinhosos, verdadeiramente do Bem, que recebemos e encontramos todos os dias. Muitas vezes são pessoas que não conhecemos físicamente e, talvez, nunca venhamos a conhecer desse modo. Mas, para quem gosta de gente, o Facebook é o canal para continuarmos compartilhando os amores e vicissitudes de nossas vidas.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

MÚSICA

Música é a Voz de Deus e missão de alguns seres humanos.

sábado, 19 de março de 2011

GAIA

Sou compositor de rock brasileiro desde 1974. O nome do meu trabalho é APOKALYPSIS que, em grego, significa REVELAÇÃO. Desde o início minha mensagem alerta para tudo isso que vem acontecendo e propõe ações e atitudes para reverter esse quadro quase caótico. Costumo identificar meu som atual como rock naive espiritual, sem compromissos ideológicos, políticos ou religiosos, só com a intenção da preservação e bem estar da Raça Humana e do planeta Terra com todos os seus elementos vitais: Gaia.

terça-feira, 15 de março de 2011

TBC -Teatro Brasileiro de Comédia

          Filipeta da Pesada do Rock

Tive a honra e o prazer de estrear meu grupo Brasil (razão da minha alcunha Zé Brasil) no TBC em 1972. As feras que eu me lembro que participaram da "Pesada do Rock", show produzido pelo guitarrista argentino dos "Beat Boys" Cacho Valdez: os bateristas Zé Eduardo Nazário, Duda Neves, Chico Medori, Próspero Albanese; os guitarristas John Flavin, Sidney Valle (Palhinha), Luiz Chagas; os baixistas Pete Wooley, Rodolfo Braga, Gerson Frutuoso ... um verdadeiro Zoo. Mas a minha maior emoção foi ter na platéia minha saudosa e querida mãe Didicta que no ano seguinte nos deixaria. O TBC marcou minha vida, como marcou a vida de muitos artistas e músicos que tiveram o privilégio de pisar naquele palco.

Salve os gloriosos anos 70, salve o TBC que também era Rock!


ATUALIDADE


São tantos pecados contra a Mamãe Natureza, desmatamentos, caça predatória, guerras, radiação, poluição, em todos os cantos, em todos os povos: somos todos responsáveis pelo futuro da Espécie Humana. Sempre é bom lembrar que a Terra é mais forte do que nós, já sobreviveu aos dinossauros inclusive. Gaia ainda é o Éden, apesar de todas as nossas tentativas para transformá-la no inferno.

sexta-feira, 11 de março de 2011

BRAZILIAN WAVE


Em 1980 nós, o duo José & Silvia, gravamos e lançamos o CD (compacto duplo)  Brazilian Wave na Inglaterra pelo selo Natural Records, com produção de Andrew Bailey e distribuído pela Pinnacle Records. Gravamos em 24 canais no Free Range Studios em Covent Garden onde passaram, por exemplo, Sham 69, Tubeway Army e Gary Newman. Nosso farewell show foi em 07/02/1981 no The Venue, da Virgin Records, em frente à Victoria Station, em Londres com a participação do baterista e hoje produtor Geraldo D’Arbilly (O Peso). Os músicos que tocaram no disco, além do tecladista Billy Forghieri (Blitz) e do guitarrista Roberto Fernandes (Voga) que viajaram conosco com o Apokalypsis, eram de diversas nacionalidades (da Nova Zelândia à Índia) e participaram depois de outros grupos da chamada World Music, pós New Wave, como o Blue Rondo a La Turk. Em 1980 lançamos o Brazilian Wave na França (Paris, Toulouse e Cannes) e em 1981 na Espanha (Barcelona).
No início de 1981 retornamos ao Brasil. A partir daí tivemos o prazer e o privilégio de tocar com Edgard Scandurra (IRA), Maurício (Ultraje), Victor Leite (Muzak), Renato Nunes, Marcos Delduque, entre outros e lançar o Brazilian Wave em lugares como o Ginásio das Faculdades Oswaldo Cruz, o TUCA, o Hong Kong (do Júlio Barroso e da May East) e o Carbono 14 por exemplo. O power-trio que nos acompanhava era chamado de Delinqüentes de Saturno e tinha um drive e uma performance sensacional.
No final de 2003, a música São Paulo, Brasil do disco Brazilian Wave, fez parte do CD Sim São Paulo da Unimar Music produzida pelo Luiz Calanca (Baratos Afins) pela passagem dos 450 Anos de São Paulo. Quando foi executada em 2004 em algumas rádios e emissoras de TV foi comparada ao som dos Tribalistas (Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown) que já faz parte do repertório da música do século XXI.

Zé Brasil, baterista dos Tigres da Noite, do Arnaldo Baptista & Space Patrol, do Apokalypsis e do UHF.  

FESTIM DO FIM

Letra e música: Zé Brasil

Soam todas as Trombetas de Babel
Surgem sinais no céu
Mas as aves continuam a cantar ...

Quem sobreviver verá
Quem sobreviverá

O amanhã cheio de contradições
Um Festim ou começo do fim
Prosseguir dominados por paixões
Luz solar ou temor nuclear

Quem sobreviver verá
Quem sobreviverá

Dialética racional
Tão profética quanto animal

Soam todas as Trombetas de Babel
Surgem sinais no céu
Mas as aves continuam a cantar
E as crianças a brincar como chamas num altar

Quem sobreviver verá
Quem sobreviverá.

©1989 NATURAL MUSIC