sábado, 14 de abril de 2012
ROCK PAULISTANO E FORA DO EIXO
Acho genial isso que está acontecendo. É uma vibe que está tomando conta dos rockers paulistanos, uma sincronicidade , uma resposta à invasão Fora do Eixo (hehehe) e uma adesão ao grande movimento das Redes Online. Acredito que desta vez vamos, como dizia o ex-presidente Jânio Quadros, pois além de Scandurra, Carlini, Kid Vinil, Clemente & Cia temos Fabio Golfetti, do Violeta de Outono e agora do Gong também, com um pé na cozinha underground do ROCK Paulistano e frequentador assíduo das salas do mainstream. Ou seja, uma bela ponte, uma Golden Gate, mora! Golfetti tem todo o talento, caráter, educação, prestígio e credibilidade para nos representar e Edgar Scandurra (belo show que ele perpetrou no SESC-Vila Mariana com o Arnaldo Antunes e o som do Renato Coppoli) para representar o primeiro escalão do ROCK Paulistano. Temos que articular esse Movimento que vai fazer bem para todos os rockers de Sampa, do Eixo e de Fora do Eixo, independente de estilo, sem filtro estético, talvez só qualitativo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
sábado, 24 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
SERGIO KAFFA
No início dos 70, bem no comecinho mesmo, eu morava sozinho com minha bateria Pinguim e meu cachorro na casa da minha família na Rua Padre João Manuel, 446 nos Jardins em Sampa. Estava começando minha aventura musical e já era muito doidão. Uma noite o Sergio Kaffa, o Fabio Gasparini e o Ritchie Court aparecem pra me ouvir tocar pois estavam procurando um baterista para o Scaladácida, grupo de jazz-rock que estavam formando. Assim que entraram em casa fiz um solo daqueles na bateria (eu costumava tocar sozinho com os discos do John Coltrane, do Dave Brubeck e até do Buddy Rich) e eles sairam completamente aturdidos e confusos (hehehe). Já tinha tocado com o Kaffa algumas vezes nas jams das Sextas-feiras Malditas no Teatro Oficina do Zé Celso. A gente era muito louco, muito louco mesmo e tenho quase certeza que foi ele quem me recomendou para o Fabio e o Ritchie. Eu gostava do sorriso bigodudo dele e do som que ele tirava do Rickenbacker. Fomos desenvolvendo carreiras paralelas mas sempre em contato nas baladas daquele tempo. Até que ele aparece para tocar baixo na Space Patrol, já em 1974, com o Arnaldo Baptista, o Marcelo Aranha Sousa Pinto e eu. A presença dele na banda modificou e enriqueceu totalmente o nosso som mas nunca tivemos a oportunidade de tocar ao vivo. Restou para o Kaffa representar muito bem o nosso grupo no disco LOKI? gravando a música "Desculpe". A carreira musical do Kaffa foi muito rica, como o Cezinha (Cezar de Merces) já destacou aqui no Facebook. Um exemplo dele tocando, nesse caso piano de cauda, está nesta foto da Companhia Paulista de Rock, super-grupo que o Erasmo Carlos montou em São Paulo em 1975. Nesta foto de Carlos Hyra (in memoriam) ele aparece no canto eaquerdo num programa da TV Bandeirantes. A última vez que estive com ele pessoalmente foi num show da cantora Eliane Ribeiro em Rio Claro, SP, na década de 90 mas outro dia, batendo um papo com o Dinho Leme, nos lembramos carinhosa e afetuosamente dele.
LONG LIVE KAFFA!domingo, 19 de fevereiro de 2012
HIPPIES
"Tenho inveja de você por ter vivido naquela época"...
Ouço isso quase todo dia de muitos jovens, mais jovens que algumas músicas que eu toco. E pensar que naquela época o outro lado da moeda eu não desejo pra ninguém, principalmente para os nossos filhos: ainda bem que eles não viveram os dias de chumbo e se alegram com a alquimia singela que conseguimos fazer com o rock brasileiro. Nosso papel, hoje em dia, é ajudá-los a escolher um bom uso para a Liberdade conquistada a duras penas pela nossa geração. Já imaginaram o mundo sem o hippies? Aquela caretice toda, aquela hipocrisia, conservadorismo, puritanismo, preconceito, aquele "american way of life" ilusório que tentaram impingir na gente depois de vencer a guerra contra os nazistas? Era quase tão ruim quanto eles e o mundo quase acabou numa hecatombe nuclear. Vamos rever e valorizar o papel do Movimento Hippie e parar de achar que hippie é um "micróbio" (hehehe) que vaga sem rumo pela vida, tá?
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