quinta-feira, 9 de junho de 2011
INSPIRAÇÃO
Estou pensando no que me inspira a compor, cantar e tocar, sempre: espiritualidade, ecologia, qualidade de vida, felicidade, esperança, liberdade, amor, paz, compaixão, relações humanas, filosofia, história, sócio-política, o Brasil e o mundo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
LEMBRANÇAS...
Tem sido difícil lembrar ou até mesmo pensar no Eduardo Ladessa Parada. Espero sinceramente que ele tenha encontrado a Paz. Eu continuo na boa luta, como se diz, e a música é a minha forma de lutar. O APOKALYPSIS, com todas as suas implicações, é o meu meio de vida, o meu trabalho, a minha missão. É emblemático pra mim que o Edu Parada tenha partido tocando no APOKALYPSIS. É a maior prova da inevitabilidade dessa banda.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
IACANGA NA FOLHA TV
A grande imprensa online começa a descoberta dos Anos Setenta (70 DE NOVO?) http://www.youtube.com/watch?v=k0wwCJikUqw&feature=player_embedded As imagens em Super 8 mm do festival de 75 são do Mario Luiz Thompson e foram editadas (singelamente) por mim e pelo Thiago Mattar. A rock singer Silvia Helena também aparece poéticamente na matéria simbolizando o Flower Power apesar de não ter ido a Iacanga assim como os Mutantes que não tocaram no Festival. Ah, a banda que aparece no mágico palco do Festival de Águas Claras de 1975 é o APOKALYPSIS. E alguns de nós, além do que afirma o simpático jovem repórter da Folha, tínhamos ideologia e consciência do momento histórico que vivíamos.
Paz e Amor!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
UHF E O TECNOPOP CABOCLO
Fui parar em Rio Claro em 1987 por absoluta falta de opções e sem condição de continuar morando em São Paulo. Cheguei a achar que foi um enorme tempo (13 anos) da minha vida quase perdido. Daí percebi que para criar meus filhos foi maravilhoso e, a partir dessa descoberta, reavaliei toda a minha aventura na Cidade Azul, que é como os rio-clarenses carinhosamente tratam sua terra natal, uma cidade muito bonita e tranquila. Aprendi outra profissão, me dediquei a ela e obtive vitórias interessantes. Minha esposa e parceira artística Silvia Helena também aprendeu outras atividades e isso ajudou muito nossa vida enquanto morávamos lá. Percebi também que, apesar de me dedicar de corpo e alma à nossa produtora, nunca deixei de fazer música e tocar. O dinheiro vinha da empresa, a esperança e o sonho continuavam no som. Foi uma época muito fértil musicalmente e desenvolvi bastante composição, arranjo e produção com as novas tecnologias que foram surgindo. Trabalhava muito sozinho com teclado e sequenciador. Trabalhei com músicos muito bons, profissionais da cidade como Flavio Guilherme, Edú Hebling, Rogério Cerri, Aquiles Faneco, Beto Viana, Lupa Mabuze, Big Dário, que colaboravam comigo para concretizar os projetos. Continuei o trabalho musical que defini descompromissadamente como Tecnopop Caboclo e que iniciei em São Paulo em 1983, quando troquei nosso piano de armário por um Casiotone. Estou resgatando o resultado dessa fase, que chamei de UHF, e da interação que tive com os músicos da geração 80 paulistana como Edgard Scandurra, Skowa, Akira S, Marcos Delduque, Victor Leite, Kim Kehl, Tuco Marcondes, Hugo Hori, Carlos Strobing, Renato Nunes, Rodolfo Bra e os músicos de Rio Claro. O UHF foi uma banda que começou como power-trio na Fábrica do Som e no teatro Lira Paulistana, mudou para tecnopop a partir do Madame Satã e das danceterias como Radar Tan Tan e Latitude 3001, voltou a ser banda de rock com o Tuco, o Hugo e o Carlão, depois tornou-se power-trio novamente com o Rodolfo Braga, baixista fundador do Joelho de Porco, e o guitarrista Renato Nunes. Já em Rio Claro, experimentamos todas essas formações, inclusive unindo sequenciador e instrumentos. No final, em 89, quando gravamos um LP pela nossa gravadora Natural Records, era um power-trio com a Silvia Helena como lead singer. Essas gravações que eu redescobri são de 87 até 89. As músicas, a voz da Silvia Helena, até os arranjos, e os timbres são um mix de gente tocando e cantando com as máquinas cibernéticas.
terça-feira, 17 de maio de 2011
ALAIN VOSS
Conheci o Alain Voss nos mid-sixties aqui em Sampa. Ele era namorado da melhor amiga da minha namorada. Éramos um pioneiro grupo de hippies urbanos psicodélicos alegremente liderados pelo Antonio Peticov. O talento do Alain era único e, se me lembro, era careta como o Caetano Veloso. Nossa turma convivia com estrangeiros filhos de embaixadores, industriais, gente da elite economica e cultural até chegar aos tropicalistas baianos e Mutantes. Os dois se mudaram para Nova Iorque, acho que lá se separaram e nunca mais o vi pessoalmente. Encontrei com minha amiga no Central Park quando estive na Big Apple em 1973. Fiquei feliz com o sucesso do Alain na época dos quadrinhos franceses dos anos 70 e 80, quando ele se destacou em meio a grandes desenhistas. Aqui no Brasil ficou conhecido pelas capas dos discos dos Mutantes: Jardim Elétrico e Mutantes e Seus Cometas no Planeta dos Baurets. As últimas notícias que tive dele me foram passadas pelo Antonio Peticov. Considero um privilégio ter conhecido e convivido com o Alain Voss, um verdadeiro grande artista da nossa geração.
Long live Alain Voss!
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